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Vaquejada: O novo território do Appaloosa



Os animais Appaloosa continuam brilhando na vaquejada e conquistando cada vez mais adeptos. Nos ?ltimos meses, alguns neg?cios envolvendo a compra de grandes exemplares da ra?a bateram recordes de pre?o. Em julho, o publicit?rio Duda Mendon?a comprou de Jonatas Dantas o Appaloosa puro conhecido como Blindado, ganhador de in?meros pr?mios, por R$ 150 mil. A negocia??o ocorreu em Xer?m, no Rio de Janeiro. H? cerca de dois meses, Rom?rio Rocha, propriet?rio do Parque Zez? Rocha em Lagarto (SE), adquiriu por R$ 140 mil Senier, um dos filhos de Arapongas Top Bristily, conhecido como Cara de Rato. Numa vaquejada realizada no meio deste ano, no Parque Sergipano - evento promovido duas vezes por ano -, Senier ficou em 10? lugar entre mais de 400 animais inscritos, segundo conta Rocha, criador de Paint Horse e Quarto de Milha h? dez anos. Senier, que tem 6 anos de idade, ? seu primeiro cavalo da ra?a Appaloosa. "Estou muito satisfeito. Ele ? um cavalo maravilhoso. Na vaquejada de Serrinha (BA) eu fiquei em primeiro lugar com ele, e no Maranh?o fiquei em terceiro. Est? crescendo muito a participa??o de animais Appaloosa nas vaquejadas e eles est?o indo muito bem, conquistando coloca?es muito boas", diz Rocha. Na vaquejada ocorrida no Parque Zez? Rocha, a premia??o para o primeiro lugar na categoria profissional foi de R$ 100 mil, e no amador, R$ 12 mil. Resist?ncia e beleza A habilidade do Appaloosa em provas de velocidade ? comprovada e ressaltada pelo criador de Appaloosa e Quarto de Milha Francisco Ivanho? Bezerra de Menezes, propriet?rio do garanh?o Cara de Rato. "O Cara de Rato est? comigo desde potro e eu n?o vendo para ningu?m. Os cavalos Appaloosa s?o animais com uma resist?ncia fora de s?rie e com potencial de trabalho enorme. No Nordeste, n?s (do haras Salgadinho, em Juazeiro do Norte) ? que colocamos o Appaloosa na vaquejada. Agora, em toda vaquejada que acontece no Brasil, o Cara de Rato ? comentado. Al?m da sua performance, ele ? lindo e chama a aten??o pela sua pelagem", diz Ivanho?. Profundo conhecedor de cavalos, ele come?ou a cri?-los ainda em 1976, quando adquiriu um exemplar Persa no Rio Grande do Norte. Mas quando come?aram a ser publicadas as primeiras revistas eq?inas no Brasil, ele se apaixonou pela beleza do Appaloosa. Em 1982, o criador realizou um de seus sonhos e comprou seu primeiro cavalo da ra?a. "Tem um mist?rio ind?gena que faz os cavalos Appaloosa serem mais resistentes do que os Quarto de Milha. Eles nunca t?m problemas de casco e s?o muito d?ceis. A minha cria??o ? voltada para a vaquejada, e o Cara de Rato de destaca porque re?ne velocidade, trabalho e conforma??o. Mas os filhos dele est?o sendo ainda melhores e se destacando nas competi?es", destaca. Em seu haras no Juazeiro do Norte, onde atualmente tem 60 animais, Ivanho? trabalha com melhoramento gen?tico e afirma que se preocupa muito com o pedigree das matrizes e com a conforma??o. "Estou muito satisfeito com o retorno deles todos, e a tend?ncia ? que os animais Appaloosa continuem se superando, cada vez mais. Tenho certeza disso", projeta. Circuito de Vaquejada movimenta o Cear? e recebe visita do presidente da ra?a O I Circuito Caririense de Vaquejada e Forr?, realizado de maio a agosto no Cariri, no sul do Cear?, movimentou toda a regi?o central do Nordeste do Pa?s. Reunindo competidores de dez munic?pios da regi?o do Cariri, o evento distribuiu premia?es de R$ 20 mil a R$ 80 mil, al?m do pr?mio extra ? melhor pontua??o do circuito, que foi um Fiat Uno 0km. No total, a premia??o chegou a R$ 350 mil. O circuito, idealizado por Nertan Nicodemos de Ara?jo Filho, reuniu animais de diversas ra?as, como Appaloosa, Quarto de Milha, Paint Horse, Crioulo, cavalos mesti?os e v?rias outras. Em cada cidade participante do circuito foi realizada uma etapa da vaquejada. A primeira foi nos dias 19, 20 e 21 de maio em Aurora, passando por Iguatu (2, 3 e 4 de junho), Mis?o Velha (30 de junho, 1 e 2 de julho), Juazeiro do Norte (7, 8 e 9 de julho), V?rzea Alegre (14, 15 e 16 de julho), Jati (28, 29 e 30 de julho), Lavras da Mangabeira (4, 5 e 6 de agosto), Mauriti (11, 12 e 13 de agosto), Cariri A?u (18, 19 e 20 de agosto) e Brejo Santo (25, 26 e 27 de agosto). A ?ltima etapa teve um momento especial com a presen?a do presidente da Associa??o Brasileira de Criadores de Cavalo Appaloosa (ABCC Appaloosa), Francisco Lopes. "Foi muito importante para n?s a presen?a de Francisco Lopes no evento. Na ocasi?o, eu sugeri a ele que fa?amos outro grande evento no ano que vem, mas desta vez com um destaque maior para a ra?a Appaloosa. Poderia ser, por exemplo, a Copa Appaloosa Nordestina, ou um Circuito Nordestino de Vaquejada que destacasse o ?timo desempenho dos cavalos da ra?a nessas competi?es", diz Nertan, organizador do evento no Cariri. Cultura popular Conhecido como o o?sis do sert?o, o Cariri ? uma regi?o rica em religiosidade e cultura popular. O clima semi-?rido, quente e seco contrasta com o verde das matas e a abund?ncia das fontes que brotam da Chapada do Araripe. O Cariri compreende 28 munic?pios de pequeno e m?dio portes. Com uma rica cultura popular, a vaquejada est? entre os eventos que mais se destacam na regi?o. Mais do que um esporte, l? as vaquejadas s?o consideradas momentos de confraterniza??o entre as comunidades das cidades. De acordo com Nertan, o I Circuito Caririense de Vaquejada e Forr? teve como principal objetivo fortalecer e dar maior proje??o aos eventos realizados periodicamente na regi?o, possibilitando a diminui??o de custos operacionais por meio da atua??o conjunta entre os dez munic?pios participantes. "O circuito foi maravilhoso e espero que no ano que vem possamos promover outros grandes eventos como esse", comemora Nertan. Origem Segundo informa?es do site sobre o I Circuito Caririense de Vaquejada e Forr?, o surgimento das vaquejadas no nordeste brasileiro est? intimamente ligado ao desenvolvimento econ?mico daquela regi?o. No final do s?culo 19, quando n?o havia cercas no sert?o nordestino, os animais eram marcados e soltos mata adentro. Em per?odos distintos, os coron?is reuniam seus pe?es (vaqueiros) para reunir o gado marcado. Esse trabalho era conhecido como "pega de gado". Caracterizados com seus gib?es de couro, os vaqueiros embrenhavam-se na mata fechada para capturar o gado, enfrentando uma s?rie de obst?culos. A valentia era o maior atributo desses pe?es, que n?o mediam esfor?os para a pega do gado. Foi a partir dessa luta cotidiana dos vaqueiros que nasceu a id?ia da realiza??o de disputas. O primeiro registro sobre a vaquejada nos moldes atuais, onde o boi ? puxado pelo rabo, ? de 1874, exatamente no Estado do Cear?. Por volta de 1940, vaqueiros de v?rias partes do Nordeste come?aram a divulgar suas habilidades nas corridas de p?-de-mour?o, nascendo, desta forma, a vaquejada tradicional. Ap?s alguns anos, as competi?es come?aram a envolver premia?es e, atualmente, os vaqueiros pagam senhas para a pega do boi, cujo dinheiro serve para custear os gastos com a organiza??o da festa e a premia??o dos vencedores. Fonte: Lucas Machado (14) 3276 3707

 

 

 

 

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